sexta-feira, 9 de abril de 2010

Conto por Iame


" Tiago aproxima-se devagarzinho daquela menina sentada distraidamente na pracinha do shopping.parece que vai pregar-lhe um susto, mas imposta a voz e diz com pose de galã:

- A senhorita, com ar tão solitário, espera alguém?

Depois do ligeiro susto, ela empina o nariz e responde toda afetada:

- Sim, o meu namorado, um príncipe!"

- Um príncipe? – riu Tiago. – Até parece... Príncipes não existem, garota.

A menina, sentindo-se ofendida, ia levantar e sair dali, mas Tiago a segurou pelo braço e disse:

- Não vá embora, me desculpe. É que realmente não acredito nessa história de príncipe encantado, castelos, magia e tal... Mas então, me fale mais sobre o seu namorado.

Desconfiada, Marina sentou-se novamente e começou:

- Ah, você sabe, ele é um príncipe como todos os outros dos contos de fadas...

- Como assim? Eu não leio muito contos de fadas...

- Ele é gentil, cavalheiro, educado... Aliás, pra que você quer saber isso mesmo? – perguntou Marina, ainda chateada.

- Quero ver se você me faz acreditar em príncipes! – disse Tiago, ironicamente.

- Ah é? Ele tem um castelo na França, toda a sua família tem títulos de nobreza, ele freqüentou uma escola de boas maneiras... – replicou Marina.

Tiago perdeu a paciência, começou a rir e se levantou, dizendo:

- Certo, eu desisto! Pode falar o que você quiser, eu nunca vou acreditar nessa sua história absurda.

Enquanto Marina se levantava e preparava uma resposta mal-educada, ambos ouviram um relinchar que vinha da porta próxima à praça.

- O que foi isso? – perguntou Tiago.

- Rodrigo acabou de chegar. Quer conhecê-lo?

- Claro, vou provar que toda essa história é a maior mentira!

Quando a porta do shopping se abriu, Rodrigo estava em pé ao lado de um cavalo branco, com vestes imponentes e com um buquê de rosas vermelhas na mão.

- Vamos, minha amada? O baile começa dentro de duas horas, você precisa se arrumar.

Incrédulo, Tiago ficou parado na porta enquanto Rodrigo e Marina montavam no cavalo e partiam pela avenida. É, talvez os contos de fadas se tornassem mesmo realidade.

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