sexta-feira, 9 de abril de 2010

Conto por Victor Borges


Em uma cidade longícua existia um homem, seu nome era Josep. Aos 8 anos perdera sua mãe e aos 11 perdera o seu pai, fora morar com sua tia Regina apesar de pobre era uma mulher rica em solidariedade, acolhera Josep como se fosse seu filho dando carinho, amor, educação. Os anos se passaram e seu inquilo começara a ingressar em uma faculdade em uma cidade próxima.
Iria começar faculdade de direito, pretendia ser um grande advogado, formou-se, Josep ficou conhecido por salvar casos que até então eram impossíveis, tinha uma enorme habilidade em convencer os outros, e com isso conseguira uma boa qualidade de vida, casou-se, tinha um apartamento luxuoso na cobertura. Seu sonho havia sido realizado.
Com o passar dos anos, tivera dois filhos : Mário e Mariana. Nunca estivera tão feliz, sua vida profissional era excelente, tinha uma bela esposa e dois filhos maravilhosos, então que recebera uma carta da sua tia, que estava gravemente doente mas, infelizmente não podia pagar um hospital adequado para se recuperar, estava clamando por sua ajuda, queria vê-lo.
Josep tinha praticamente esquecido sua tia, que na hora mais difícil de sua vida tinha lhe ajudado. Estava muito atarefado no trabalho, com o caso de um líder do tráfico, acabou esquecendo da carta e com alguns dias mandaram uma carta dizendo que Regina havia falecido. Josep chorou dias e dias, sua tia que lhe ajudara tanto, morrera por sua culpa omissão. Percebera que a vida era mais importante do que seu trabalho

Conto por Iame


" Tiago aproxima-se devagarzinho daquela menina sentada distraidamente na pracinha do shopping.parece que vai pregar-lhe um susto, mas imposta a voz e diz com pose de galã:

- A senhorita, com ar tão solitário, espera alguém?

Depois do ligeiro susto, ela empina o nariz e responde toda afetada:

- Sim, o meu namorado, um príncipe!"

- Um príncipe? – riu Tiago. – Até parece... Príncipes não existem, garota.

A menina, sentindo-se ofendida, ia levantar e sair dali, mas Tiago a segurou pelo braço e disse:

- Não vá embora, me desculpe. É que realmente não acredito nessa história de príncipe encantado, castelos, magia e tal... Mas então, me fale mais sobre o seu namorado.

Desconfiada, Marina sentou-se novamente e começou:

- Ah, você sabe, ele é um príncipe como todos os outros dos contos de fadas...

- Como assim? Eu não leio muito contos de fadas...

- Ele é gentil, cavalheiro, educado... Aliás, pra que você quer saber isso mesmo? – perguntou Marina, ainda chateada.

- Quero ver se você me faz acreditar em príncipes! – disse Tiago, ironicamente.

- Ah é? Ele tem um castelo na França, toda a sua família tem títulos de nobreza, ele freqüentou uma escola de boas maneiras... – replicou Marina.

Tiago perdeu a paciência, começou a rir e se levantou, dizendo:

- Certo, eu desisto! Pode falar o que você quiser, eu nunca vou acreditar nessa sua história absurda.

Enquanto Marina se levantava e preparava uma resposta mal-educada, ambos ouviram um relinchar que vinha da porta próxima à praça.

- O que foi isso? – perguntou Tiago.

- Rodrigo acabou de chegar. Quer conhecê-lo?

- Claro, vou provar que toda essa história é a maior mentira!

Quando a porta do shopping se abriu, Rodrigo estava em pé ao lado de um cavalo branco, com vestes imponentes e com um buquê de rosas vermelhas na mão.

- Vamos, minha amada? O baile começa dentro de duas horas, você precisa se arrumar.

Incrédulo, Tiago ficou parado na porta enquanto Rodrigo e Marina montavam no cavalo e partiam pela avenida. É, talvez os contos de fadas se tornassem mesmo realidade.

O dinheiro por Felipe Couto


É interessante perceber a reação das pessoas ao lidar com o dinheiro, principalmente, nas grandes cidades e nos grandes centros urbanos. Algumas pessoas ficam com raiva do dinheiro, outras já se acostumaram com ele, existem ainda pessoas que não vivem sem possuí-lo. Tem um ditado que fala “dinheiro não traz felicidade”, este é um ditado antigo e geralmente repetido pelos mais velhos, mas, nos dias de hoje se afirma o contrário “dinheiro traz felicidade”. De acordo com a Universidade de Warwick, Inglaterra, que observou o comportamento de cerca de 9000 famílias durante 10 anos, afirma que quando existe uma renda maior em casa, a alegria e o bom-humor ficam mais presentes no dia-a-dia.

E é em uma família de renda muito elevada que ocorre o fato.

Estava um milionário solitário usufruindo de sua riqueza certa manhã, quando ele olhou para a janela e viu do outro lado da rua um pobre mendigo com um copo de esmola na mão. Percebendo que o mendigo já era velho ele decidiu trazê-lo para dentro de sua mansão e lhe oferecer um jantar.

Ao chegar na grande sala de jantar, o milionário viu que o velho já estava comendo o que lhe fora oferecido pelo mordomo. O homem rico sentou-se perto do mendigo e perguntou-lhe:

-“Um senhor sozinho desta idade pedindo esmola? Onde está sua família?”

-“Ela está logo acima do morro, eu só estava andando um pouco e aproveitando minha vida, afinal não é porque sou pobre e um pouco velho que não posso gozar de minha felicidade certo?”.

À noite, em sua cama, o milionário pensou nas palavras do velho mendigo e não conseguiu imaginar como uma pessoa daquele jeito poderia ser feliz, e acabou concluindo “Talvez não se precise de dinheiro para ser feliz...”.