sexta-feira, 12 de março de 2010

Crônica por Mariana Veras


Numa manhã ensolarada de domingo, minha prima nasceu. Seu nome era tão lindo quanto ela: chamava-se Vitória. Ajudei, assim como toda a família, a escolher um nome significativo e do qual ela pudesse se orgulhar para sempre.
Os anos foram passando e Vitória era uma criança alegre e seu passeio preferido era ir a um parque perto de sua casa. Numa tarde, fui com ela ao parque e deixei-a brincando em uma casinha de bonecas. De repente, ouvi uma voz chamando o nome dela docemente, mas reconheci a dona da voz. A mulher segurava uma bolinha colorida e assim que minha prima ouviu seu chamado, correu ansiosa.
Vitória foi ao encontro da mulher e eu observei cautelosa, pois que achei que minha prima a conhecesse. Percebi que a mulher não a chamava, e sim a uma cadela que vinha correndo esbaforida para encontrá-la. Porém, quando me dei conta, Vitória já estava brincando alegremente com a bola. A dona da cadela tirou delicadamente o objeto de suas mãos pequeninas e deu para a cadela. Vendo a cara decepcionada de Vitória, falei para a mulher desconhecida:
- Da próxima vez, dê nomes adequados aos seus animais.
Saí com Vitória e ela passou o caminho todo perguntando se nós havíamos copiado o nome daquela cadela e dado a ela, mas expliquei que fora o contrário. Até hoje ela se pergunta sobre o porquê um animal ter o seu nome.

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