sexta-feira, 26 de março de 2010

Crônica por Sarah Thiers


Ontem, minha vizinha me contou uma história estranha que aconteceu com ela há alguns anos atrás. Ela, Gabriela, tinha sete anos quando chegou em seu pai e disse:
- Papito, me dá um cachorrinho? Diz que sim!
O pai que sempre fez tudo o que a garota queria para evitar choro e gritaria, falou:
- Mais é claro meu bebezinho, quando eu voltar do trabalho eu trago seu cachorrinho.
A menina ficou louca de felicidade e saiu correndo para contar à sua mãe.
Quando Alberto, pai de Gabriela, voltou do trabalho, trouxe consigo o filhote que a filha tanto queria e o entregou a ela.
A menina reluzia de tanta felicidade, e disse rapidamente ao pai:
- Papito, vou dar o nome dele de Beto, que nem como a mamãe lhe chama!
O pai ficou boquiaberto, pois era humilhante ter o mesmo nome que um cachorro, e disse a menina:
- Mas meu anjinho, o nome do papito?
A menina respondeu aos gritos:
- É pai! Vai ser Beto e pronto.
O tempo passou e todos os familiares só chamavam o cachorro de Beto, mas quanto mais o tempo passava, mais Alberto ficava louco.
Até que um dia, Beto morreu estrangulado pelo louco e descontrolado Alberto, e muita gente não sabe o motivo do homicídio do cachorro.

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