
Bela era uma moça muito bonita que morava no sertão nordestino. Ela havia nascido em um casebre no interior do estão, em condições adversas, e a parteira a amaldiçoara no momento em que ela veio ao mundo: disse à sua mãe que quando ela completasse dezoito anos, furar-se-ia com o espinho de um cacto, adormeceria, e somente um curandeiro poderia salvá-la.
Certo dia, Bela estava tecendo uma toalha no bilro para enfeitar a mesa na comemoração de seu aniversário de dezoito anos. De repente, percebeu que a linha havia acabado e decidiu ir à casa de sua prima para pedir o material emprestado. O caminho tinha vários obstáculos naturais e, acidentalmente, quando desviava dos galhos secos das árvores, colidiu com um cacto.
Notando a demora, a mãe de Bela, que estava a lavar roupa, saiu à procura da garota. Pouco tempo depois, viu-a caída no chão e percebeu que seu dedo sangrava incessantemente. A garota foi levada pela mãe ao casebre de taipa e esta se desesperou, ordenando que o marido tomasse alguma providência.
Vários dias se passaram e Bela permanecia adormecida. Determinada noite, um rapaz lindo apareceu na casa e se apaixonou pela menina. Afirmou que era curandeiro e que sabia uma forma de fazê-la despertar. Após uma demorada reza, Bela acordou e ela passou a amá-lo de forma recíproca. Os dois ficaram juntos e viveram uma vida feliz na caatinga nordestina.
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