terça-feira, 20 de abril de 2010

Conto popular por Mariana Veras


Bela era uma moça muito bonita que morava no sertão nordestino. Ela havia nascido em um casebre no interior do estão, em condições adversas, e a parteira a amaldiçoara no momento em que ela veio ao mundo: disse à sua mãe que quando ela completasse dezoito anos, furar-se-ia com o espinho de um cacto, adormeceria, e somente um curandeiro poderia salvá-la.

Certo dia, Bela estava tecendo uma toalha no bilro para enfeitar a mesa na comemoração de seu aniversário de dezoito anos. De repente, percebeu que a linha havia acabado e decidiu ir à casa de sua prima para pedir o material emprestado. O caminho tinha vários obstáculos naturais e, acidentalmente, quando desviava dos galhos secos das árvores, colidiu com um cacto.

Notando a demora, a mãe de Bela, que estava a lavar roupa, saiu à procura da garota. Pouco tempo depois, viu-a caída no chão e percebeu que seu dedo sangrava incessantemente. A garota foi levada pela mãe ao casebre de taipa e esta se desesperou, ordenando que o marido tomasse alguma providência.

Vários dias se passaram e Bela permanecia adormecida. Determinada noite, um rapaz lindo apareceu na casa e se apaixonou pela menina. Afirmou que era curandeiro e que sabia uma forma de fazê-la despertar. Após uma demorada reza, Bela acordou e ela passou a amá-lo de forma recíproca. Os dois ficaram juntos e viveram uma vida feliz na caatinga nordestina.

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