terça-feira, 20 de abril de 2010

Engarrafamento por Taís Lima


Lucas acorda cedo, é hora de trabalhar. Entra no carro e segue seu percurso diário.

Olha para o céu e vê que está escuro:

- Deve ser a poluição - ele pensa.

Depois observa o trânsito e percebe que continua a mesma coisa, o mesmo engarrafamento de sempre. Também, em uma cidade como São Paulo não poderia ser diferente: um simples caminho pode se tornar uma viagem, pois o enorme corredor de carros trafega lentamente.

O "stress" de Lucas aumentava cada vez mais. As horas passavam muito devagar e os carros pareciam ainda estar no mesmo lugar. As buzinas soavam a todo instante. Pessoas gritavam loucamente, no limite de suas paciências, na tentativa de que os automóveis fossem adiante.

Tudo ia ocorrendo ao mesmo tempo, até que de repente, algo aconteceu e fez com que Lucas esquecesse de tudo naquele instante e focasse seu olhar para um homem que estava a sua frente, dentro do carro e parecia fora de si: buzinava descontroladamente, não parava de xingar todos e sua expressão era de muita fúria, que chegava a assustar. Um dos xingamentos, se direcionou ao motorista ao seu lado, que se ofendeu e foi se defender. Mas, fez isso de forma errada: xingou o homem louco com palavras mais ofensivas ainda e isso gerou um "bate boca" sem fim...ou melhor, o desfecho da situação se deu quando o ser alterado sacou uma arma do carro e atirou no outro com o qual discutia, acertando-lhe o peito.

No outro dia, o noticiário registrou exatamente o tal fato observado atentamente e desesperadamente por Lucas. O homem que levou o tiro, não resistiu e morreu.

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