A esposa do Coronel Estevão, rico fazendeiro da região do Cariri, teve sua primeira filha, Aurora, depois de muitas tentativas. Para celebrar o acontecimento, foi organizada uma grande festa, para a qual foram convidadas pessoas de toda a região.
Na festa, o Coronel Estevão e o Coronel Humberto, dono da fazenda vizinha, combinaram o casamento de seus filhos, Aurora e Felipe. E todo o povo se fartou e dançou até o cair da noite.
Quando surgiu no céu a lua, eis que chega a irmã do Coronel Estevão, Malvina. Depois de ser abandonada pelo marido e rejeitada pela família, Malvina começou a se envolver com bruxarias. E, para se vingar do irmão que não a convidara para a festa, Malvina jogou uma praga para que Aurora morresse em seu 16º aniversário, envenenada com pó de espinho de xiquexique.
O Coronel Estevão mandou cortarem e queimarem todos os xiquexiques da região e mandou Aurora para morar em segredo com Flora, prima de sua mãe, na capital. E lá ela viveu em paz.
Na véspera de seu 16º aniversario, em um passeio pelo centro, Aurora conheceu Felipe e eles se apaixonaram, sem saber que estavam prometidos em casamento. Prima Flora proibiu Aurora de ver o rapaz que havia conhecido, pois ela tinha que voltar para casa e casar-se com seu noivo, por estar completando dezesseis anos.
Durante a viagem de volta, no dia do aniversário de Aurora, ela e Prima Flora pararam para almoçar em um restaurante no caminho, onde Malvina estava escondida. Ela envenenou o caldo de cana de Aurora, que, ao invés de morrer, desmaiou, pois o caldo de cana dissolveu o veneno. Malvina, frustrada pelo triste fim de seu plano, envenenou sua própria comida e morreu.
Prima Flora, desolada, levou Aurora desacordada até a fazenda dos pais. Eles achavam que ela estava morta, e ficaram muito tristes. Felipe, no entanto, reconhecendo a moça de seu encontro no centro de Fortaleza, deu-lhe um beijo nos lábios, despertando-a do desmaio. Eles casaram-se e viveram felizes para sempre.
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