
Maria da Cinde era uma mulata que trabalhava como diarista em várias casas diferentes. Seus diversos patrões e patroas eram idênticos em alguns aspectos, como: pagavam muito pouco, achavam seus serviços mal feitos e zombavam dela por sua vida precária.
No sobrado onde morava, sempre admirava o dono da casa próxima, o notório "príncipe" do tráfico da favela. A residência dele era horrível por fora, mas por dentro era comparado a um palácio moderno. Suas festas eram conhecidas por toda a cidade.
Era uma sexta e mais uma vezteria que passá-la trabalhando. Suspirou alto, não poderia ir à outra festa do príncipe. Sua patroa e as filhas haviam saído à meia hora, só estava ela e a sobrinha.
- Por qual motivo suspira tanto?- A sobrinha perguntou surpreendendo-a. Maria parou o que fazia e contou o motivo à menina.
- Venha comigo e aceite sem reclamar. - A sobrinha levou-a para o quarto e a obrigou a trocar de roupa e sandálias. - Elas voltarão por volta da meia-noite, chegue antes. Leve esse dinheiro também, vá!
Surpresa com tanta generosidade, Maria foi de táxi até a sua rua e na fachada da casa do "príncipe" pagou a entrada. Lá dentro era belíssimo, a decoração, a música. Sem perceber, já estava dançando fórro com um desconhecido, até notar que era ele!
Maria teve pouco tempo para conversar, saiu com tanta pressa que esqueceu o celular na festa. Porém teve sorte ao chegar no horário na casa da patroa. A sobrinha já dormia e Maria destrocou a roupa, voltando ao seu seviço.
Em casa, no dia seguinte, Maria pensava em como compra um novo celular, quando tocaram a campainha e ao abrir a porta, seu príncipe estava lá.
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