segunda-feira, 10 de maio de 2010

Conto por Davi Alves


Era uma noite perfeita para um assalto, o céu estava escuro e não havia sinais de polícia pela redondeza. Então Paul Lee escolheu a casa mais próxima a seu esconderijo para ter uma fuga rápida.
-Vai ser tão fácil praticar esse roubo, pois como a casa está em reforma ninguém está morando lá; assim, não haverá testemunhas. Vou usar uma touca e um boné por cima para nenhum fio de cabelo cair, e colocar luvas para não deixar impressão digital.-Pensou Lee.
Entrou e começou a pensar:-Se a casa está em reforma, por que eles deixaram vários objetos de valor dentro dela? Não importa, vou pegar a grana, as jóias e vou me mandar daqui! Então começou a jogar as coisas na sacola.
Ao entrar no quarto para pegar as jóias, deparou-se com um cachorro da raça "pit bull" que começou a rosnar para o ladrão.
-Calma garoto. Só vou levar essas coisas e sair daqui.-Disse o ladrão ao cachorro. O cachorro, não gostando da ideia, avançou e mordeu-lhe o saco. O ladrão começou a gritar para o cachorro soltar, puxava o saco com força para não deixar o "pit bull" comer o dinheiro e as jóias que estavam dentro.
Num desses gritos, sua dentadura voou da boca e atingiu o focinho do cachorro fazendo-o soltar o saco do ladrão. Quando o saco saiu da boca do cachorro, o ladrão correu.
-Droga! Esse cachorro estúpido me atrapalhou! Olha o que ele fez com meu saco e meu dinheiro! Estão furados. Não importa, ainda tenho as jóias. Amanhã eu vendo e...-Paul Lee percebe que sua dentadura ficou com o cachorro. Tinha que sair o mais rápido possível da cidade, pois tinha uma lei que dizia que todas as dentaduras tinham que ter o nome gravado na gengiva. Ele sabia que no próximo dia iria ver o sol nascer quadrado se não fugisse.
-Vou para bem longe daqui, vou para o interior me esconder na casa do meu tio Barnabé até as coisas se acalmarem.
E então pôs em prática seu plano de fuga.

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