segunda-feira, 10 de maio de 2010

Conto por Priscilla Levy


Certo dia, estando Patrícia em sua entediante rotina no hotel Praia Mansa, trabalhando como faxineira, algo naquele dia algo o surpeendeu.

Indo ela em direção ao elevador de serviço, um homem muito bem aparentado, usando um terno, parecia ser um próspero empresário que chegara de viagem, ia em direção a ela pedir uma informação, e no momento em que ela se virou, eles se entreolharam, e naquele momento começou a surgir, um mistério, uma dúvida, um medo, e até mesmo um sentimento.

O momento foi único e inabalável como se nada pudesse acabar aqueles longos segundos de confusão, de sentimento, de amor.

Um amor que, em determinados pontos de vista, era proibido, impossível.

Ele a puxou pela mão, e a levou em direção ao elevador, e sem darem nenhuma palavra, eles se olhavam algo naquele momento se movia, mais palavras não podiam descrever aquele momento, em que ambos nunca imaginaram ter.

Então veio a primeira frase a partir de Patrícia. Trêmula ela perguntou: -- Qual seu nome?

O rapaz nervoso respondeu: -- De que importa o nome, se o nosso sentimento pode mover montanhas.
Patrícia se deleitava em suas palavras, como se não existisse nada que pudesse destruir aquele momento.

Mas ao chegar ao décimo andar, uma moça loira, com um casaco que mais parecia cobrir-lhe a face, retrucou: -- O que fazes aqui meu amor, com essa empregadinha?

O rapaz, nervoso e trêmulo não sabia o que responder, seu coração batia muito forte. Patrícia em seu lugar,sentiu-se

humilhada, desprezada pelas palavras da mulher, e por ela ter dito a palavra: AMOR, na qual lhe dizia que ele era casado.

A moça loira puxou seu marido, e olhou-a com um olhar de desprezo e indignação.

Patrícia em sua decepção, lembrava-se a todo minuto de sua vida, aquele momento com aquele rapaz.

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