
Havia anos que o policial trabalhava no ramo. Décadas, talvez. No entanto, nunca em sua carreira havia visto uma cena de crime como aquela.
A olhos leigos, o apartamento estava em perfeito estado. So depois de um autêntico inventário dos bens do proprietário que era possível visualizar que alguma coisa fora subtraída daquele ambiente aparentemente imaculado.
Sem deixar digitais ou fios de cabelo, o gatuno deixara a cena do crime sem sequer ser visto pelos vizinhos. O crime perfeito, pensava o policial.
Eis que dá um passo e chuta um pequeno objeto, que vai de encontro à parede. Com medo de ter alterado a localização de algo que pudesse vir a invalidar o trabalho dos detetives – embora seu progresso até o momento tivesse sido mínimo –, tratou de ir descobrir do que se tratava.
No canto da parede, tão discreta que não a teria percebido se não estivesse olhando diretamente para ela, havia uma dentadura. Sem Dúvidas, o objeto mais inesperado para se encontrar no chão da cena de um crime. Pergunta ao dono do apartamento se os dentes postiços eram dele, de algum amigo ou parente. Não eram. Os detetives, no entanto, interessaram-se bastante pelo artefato.
Dias depois, um suspeito do crime berrava ao júri, as gengivas sem dentes a mostra, que era inocente.
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